Vejo a génese do pensamento como um fim a não atingir nada, ou seja, para quê pensar se não sento?
Visto de outra forma, para quê idealizar, se a minha ideia diverge das outras? É como se o sentir fosse a única coisa a que eu posso chamar minha e tua, pensar é de tal forma relativo, pois o amor é que é sentido por todos, mas de formas diferentes, enquanto o meu pensar pode ser o ideal de alguém e ao mesmo tempo outra pessoa ter esses pensamentos também, daí a especialidade do sentir, pois ninguém sente igual a ti.
Outrora, se eu sinto? Racionalizo, mas nada me contrapõe se de facto o meu sentir é errado, deixa-me explicar, todo o sentir é meu e o pensar foi enraizado na minha mente.
O que me leva a concluir esta génese ou tentativa da mesma. Posso me pôr aqui a escrever o que penso, mas não, concluo ao dizer que toda a minha alma rege-se de um ideal, que ideal? o meu...
Toda a poesia que sinto é pensada, mas de forma a ficar perfeita para quem a lê, se ao leres isto não te identificares, compreendo, mas reclamo à tua mente ignóbil:
-Perdoa este pensador que não sente!
Toda a forma de poesia é bela, desde que seja sentida e como consequente verdadeira, todo este contracenso morre na ideia de não ser poeta.
Eu não sou poeta, sou eu, a poesia é o que sinto e tudo o que foi pensado já não passa de uma ideia a vaguear nas folhas sentidas.
Percebe-me!
Sente-me e não me penses.
Rui Luis
só depois de eu aprovar é q publicas. concordo ;D @
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